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Legal Design: equilíbrio entre clareza e formalidade

 

 

Você já deve ter ouvido falar de Legal Design, Visual Law e outros conceitos inovadores do mercado jurídico, mas você sabe a diferença entre eles e como funcionam na prática?

O conceito de Legal Design segue a mesma linha do Design Thinking (técnica que centraliza a experiência do usuário para criação de determinado projeto), ou seja, no Direito, o Legal Design busca estruturar documentos “tradicionalmente jurídicos” para torná-los mais acessíveis ao seu público-elegível.

Nos últimos anos, o Legal Design vem deixando de ser apenas um conceito experimental e tem se tornado realidade na rotina dos escritórios de advocacia brasileiros.

Ainda que o objetivo central seja confundido com “enfeitar” petições, a aplicação correta do Legal Design facilita a leitura e evidencia a linha de raciocínio jurídico utilizada para a estrutura de uma tese, por exemplo. Organizar argumentos em blocos, utilizar narrativas com títulos claros e quadros comparativos ou cronologias são recursos que também ajudam a conduzir a atenção do leitor aos pontos mais relevantes do documento.

Seja em demandas consultivas ou contenciosas – como a elaboração de contratos, pareceres, políticas internas, petições, defesas, memoriais e sustentações orais –, a técnica pode ser utilizada para apresentar com maior transparência e compreensão sobre riscos e estratégias de uma situação jurídica. Já na esfera processual, o Legal Design tem sido um forte aliado, auxiliando os magistrados a identificarem de forma célere as teses centrais, otimizando a análise dos casos.

Entretanto, é preciso reconhecer que o uso indiscriminado de elementos visuais pode comprometer a seriedade da peça, além de fugir da proposta apresentada pelo Legal Design, e o magistrado tem valorizado a clareza proporcionada pela técnica.

Em 2020, uma pesquisa feita pela VisuLaw, em 17 estados brasileiros, coletou a opinião de 147 juízes e juízas federais, apresentando os seguintes resultados:

62% disseram não gostar de petições com muitas páginas; 71% repudiam redações prolixas; e 77% acreditam que o uso de elementos visuais facilita o entendimento da peça, desde que usados com moderação.

De acordo com o estudo, uma petição mais agradável para a leitura e análise deve conter uma redação objetiva (97%), boa formatação da peça (66%), redução do número de páginas (59%), combinação de elementos visuais e textuais (37%) e uso de destaques no texto (24%).

Por isso, destacamos que a chave está no equilíbrio. O uso do Legal Design no momento e medida certa, privilegia a organização e traz clareza e destaque das teses principais, ao mesmo tempo que mantém a formalidade necessária ao ambiente forense. Não se trata de substituir o conteúdo pela forma, mas de harmonizar ambos para garantir comunicação eficiente e convincente.

Desde a nossa fundação, o objetivo sempre foi tornar o Direito mais simples, acessível e próximo do que você imagina, e o Legal Design tem sido uma ferramenta estratégica, fortalecendo nossa atuação, aproximando nossos clientes da linguagem técnica do Direito e agregando valor às nossas entregas.

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COMUNICADO IMPORTANTE

Os escritórios Lopes Domingues Advogados e Braga & Garbelotti Consultores Jurídicos e Advogados anunciam a integração de suas operações, dando origem à BLDG.
A união consolida uma estrutura robusta que passa a contar com mais de 100 profissionais, entre corpo jurídico e administrativo, unificando as equipes que anteriormente somavam, em média, 50 integrantes em cada banca.

A nova marca representa a convergência de duas trajetórias complementares: de um lado, a atuação inovadora, próxima e estratégica desenvolvida ao longo da última década pelo Lopes Domingues; de outro, a tradição e a reconhecida excelência técnica da Braga & Garbelotti, referência nacional em consultoria tributária e advocacia empresarial desde 1990.

A formação da BLDG consolida uma plataforma jurídica ainda mais ampla e integrada, preparada para atender clientes nacionais e multinacionais de médio e grande porte com visão multidisciplinar e abordagem orientada a negócios.

A integração das equipes amplia a capacidade analítica e estratégica do novo escritório, combinando rigor técnico, experiência acumulada e sensibilidade às transformações que impactam o ambiente empresarial contemporâneo.

A união também marca uma transição natural de liderança, preservando a história construída ao longo de mais de três décadas.

Waldir Luiz Braga, sócio fundador da Braga & Garbelotti, passa a atuar como consultor estratégico da BLDG:

“A criação da BLDG representa a continuidade de um trabalho pautado por ética e excelência técnica, agora fortalecido pela integração de competências e perspectivas complementares.”

Para Raquel Mello Lopes e Mauricio Domingues:

“A integração das equipes amplia nossa capacidade de oferecer soluções sofisticadas aos clientes sem deixar de lado a proximidade, a eficiência e a visão estratégica.”

Thiago Garbelotti destaca:

“A BLDG nasce da convergência entre tradição e dinamismo, criando uma estrutura integrada e preparada para enfrentar os desafios complexos dos nossos clientes.”

A integração operacional das equipes será concluída até o fim de junho de 2026, mas já a partir da segunda quinzena de maio, o BLDG passará a atuar de forma unificada na sede da Avenida Eusébio Matoso, 1.375, em São Paulo/SP.






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